A presença de mulheres na política tem ganhado, nos últimos anos um lugar privilegiado no debate público. No entanto, permanece significativamente menor em relação à de mulheres eleitas.
Hoje, no entanto, apenas 24% dos espaços de tomada de decisão nos parlamentos do mundo são ocupados por mulheres – e o Brasil está ainda abaixo dessa média, com 15%, sendo apenas 658 Prefeitas representando 11,8% das cidades brasileiras.
Lei de Cotas
As eleições de 2020 foram as primeiras eleições municipais em que valeu a reserva, definida pelo TSE, de pelo menos 30% dos fundos eleitoral e partidário para financiar candidatas e a aplicação do mesmo percentual ao tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. O percentual segue a cota definida na legislação de 30% de candidaturas femininas.
Para aumentar a participação de Mulheres na Política, a Diretora Regional Líder do Movimento Mulher na Política do estado de Tocantins, Vanusa Martins, lançou uma campanha em todas as redes sociais com as candidatas de mais de 30 municípios do estado ao cargo de Vereadora com o tema:
“Não seremos cota, não sou laranja”.
A campanha ganhou dimensão em todo o estado e aliados aos programas de capacitação política, Vanusa conseguiu preparar centenas de mulheres para o pleito de 2020.
O projeto do movimento Mulheres na Política consiste na escola de formação política para quem deseja conhecer, assessorar ou ser candidata. A Diretora estadual Vanusa Martins acredita que é muito importante a preparação técnica das candidatas nos setores de marketing digital, coordenação de campanha, assessoria contábil e consultoria jurídica. É uma forma de ajudar para que as mulheres conheçam das leis, e tenham mais chances na disputa eleitoral.
O resultado das últimas eleições foi devido ao aumento na capacitação e preparação técnica das candidatas.
Apenas 9 mulheres são eleitas prefeitas nas 96 maiores cidades do Brasil, e das 25 capitais de Estados, apenas uma terá uma mulher à frente da prefeitura em 2021. Cinthia Ribeiro (PSDB-TO) foi reeleita prefeita de Palmas (TO) no 1º turno (a cidade não tem 2º turno). Nas outras 25, só homens foram eleitos.
Cinthia Ribeiro, do PSDB em Tocantins, será a única mulher a comandar uma capital a partir de 2021.
As vereadoras eleitas (9 mil) representam 16% do total, frente a 84% de homens eleitos (47,3 mil) para as câmaras municipais em 2020.
Em 2106, o número de vereadoras eleitas foi de 13,5% do total;
De acordo com dados de outubro da União Interparlamentar, o Brasil ocupava a posição 143 num ranking de 188 países sobre a participação de mulheres nos Parlamentos nacionais.
Vanusa Martins,como uma apaixonada patriota disse que vamos mudar esse quadro de deficiência de mulheres eleitas na política, vamos eleger muitas mulheres em 2022 e reproduz a frase de Michele Bachelet que diz:
“Uma mulher na política, muda a [própria] mulher. Muitas mulheres na política, muda a política”.
Dados: Agência Câmara de Notícias
Por Flávio Rabelo
Jornalista